domingo, 27 de abril de 2008

tudo o que se perde...

Muitas vezes a gente tem que lidar com a perda. Perdemos o tempo, a vontade que na verdade nunca veio, o amor que estava sempre ali. E quase sempre perdemos o desejo de lutar para evitar essa perda. O engraçado é que perder faz parte do “jogo da vida” e não nos acostumamos com isso. Talvez nunca nos habituaremos de verdade. Só sabemos ganhar, e nem sabemos ao certo o que fazer com o que se ganha. Mas perder é dor, uma dor maior que nos desnorteia. Deixa um vazio, daqueles que nada contenta.
Na verdade, acho que tudo o que se perde, no fundo nunca é perdido. Sempre fica um pouco daquilo em nós e um pouco do que chamamos de nosso, naquilo.
Para saber perder é preciso em primeiro lugar saber o que fazer com aquilo que recebemos com a perda. Acima de tudo, perder é crescer em todos os sentidos. E mais ainda, é saber que a beleza da vida está na construção do ser humano a partir de suas dores e alegrias.

Sinto saudades de tudo o que eu não soube perder.

O pior é que muitas vezes sinto saudades de coisas que nunca vivi.

E sinto mais saudades ainda das coisas que eu vivo diariamente, pois sei que essas sempre vão embora quando nos damos conta de quanto são especiais.


ATT.

=P

sexta-feira, 25 de abril de 2008

LUTO

LUTO!
Aconteceu algo estranho, bizarro, inexplicável....
Numa mesma segunda muitas putas faleceram e isso contribuiu para o desequilíbrio terrestre!
As ruas estão vazias, as festas estão sem graça e as pessoas estão descontroladas!
Eu protesto a favor das putas!
Sem elas minha semana ficou blasé.
LUTO! PELA MORTE DE TANTAS PUTAS!
Obrigada e boa semana!
Att.

domingo, 20 de abril de 2008

tão assim...

Um dia acordei com um vazio. Olhei ao redor e senti um oco dentro do peito, daqueles que dói mesmo. Estava olhando minhas fotos do tempo de colegial e pensei: Cadê meus amigos?! Nossa que saudades daquela época nostálgica, onde eu sabia como era ser eu mesma! Onde a preocupação era assunto para um futuro próximo e que iria chegar bem mais tarde. Que delícia aquelas tardes anônimas passadas num sofá, ao sabor de sorvete de morango e assunto para garotas. Nosso mundo era isso. Cinco garotas avoadas, com sonhos, anseios, dúvidas e assuntos para mais de uma tarde inteira. Minha adolescência tem sabor de morango, ao som de bandinhas da moda e milhões de idéias fervilhantes na cabeça. Eu não precisava ser ninguém além de mim e essa era a maior graça. Mas o tempo em nossas vidas de repente resolveu nos driblar, me cegando completamente. Quando dei por mim, as preocupações de uma vida “adulta” já tinha nos consumido tanto que acabamos por deixar de lado aquele passado bom que ficou na memória e hoje faz falta. Faz falta porque era doce, era simples e eu era bem feliz. Na verdade, esses dias fiquei com vontade de resgatar esse sentimento do passado, regado a piadinhas internas e uma amizade sincera. Não que agora eu não seja feliz e etc, etc, etc. Mas não adiantou muito procurar na vida adulta o mesmo sabor de antes, aliás, jamais adiantaria procurar sabor nenhum, pois tudo mudou. Porém a alegria maior é saber que na memória existem ainda intactos os retratos de uma adolescência mais do que feliz, uma juventude completa. Assim como dizia Drummond, “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.
Att.
=P

sábado, 19 de abril de 2008

...

É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Att.

=P