segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O frango

O que você ama?
A sensação que a ingestão do frango te causa, ou o próprio frango?
Porque se você realmente amasse o frango, jamais seria capaz de lhe tirar a vida, mesmo que fosse em razão de sua sobrevivência.


Portanto, a única coisa que você ama é a si próprio.


Então eu pergunto: Toda forma de amor é egoísta?






E depois de longas juras de amor entre o recém-chegado e a garota apaixonada, que por sinal ainda não tinha desistido do amor pelo outro, lhe ocorreu um pensamento:
'Ahhh franguinho, eu só queria te comer.'

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O cientista

Estava eu a me perguntar neste exato instante por quais motivos eu precise ouvir "The Scientist" do Coldplay para criar inspiração e escrever um post consideravelmente bom. Na verdade, queria achar inspiração suficiente para unir os meus pensamentos tão opostos, que se colocados num mesmo texto soariam como bobagem barata.
Dia desses papai me disse para não fazer amizade com mafiosos. Eis uma das pouquíssimas coisas que obedeci até hoje e, creio eu que será uma das eternas regras que jamais quebrarei.
Na verdade coisa incomum aconteceu comigo sexta-feira passada e é sobre isso que eu gostaria de compartilhar com o caro leitor que talvez venha a ler tais bobagens. Eu reencontrei uma pessoa que representou algo muito especial na minha vida, daquelas que fazem a nossa alma chorar. Juro, pessoas assim a gente encontra pouco na vida, porém mais estranho que isso é que elas também não permanecem por muito tempo junto com a gente. E acho que deva ser assim mesmo. Caminhos que se cruzam, que se entrelaçam e divagam pelo infinito oco da vida, levando desse encontro só o que podemos chamar de 'aprendizado'. Sinto que isso é a vida ou melhor, o viver. Não sei se posso afirmar que esse encontro me trouxe felicidade. Não caro leitor, não trouxe. Acredito que a vida é feita de escolhas e felicidade a gente aprende. Ou nos acostumamos com isso, ou vivemos na ilusão de ser feliz, sem onde nem por onde. Não quero fugir do assunto acima, mas afirmar que ainda assim tais pessoas me convidam quase sempre a um reencontro comigo mesma. É nelas em que eu me refugio ou me escondo, porque a minha verdade se esbarra na mentira em que vivem e se confunde.
A lição mais bonita que pude tirar daquela conversa, pasmem leitores, é sobre o meu pai e o que ele representa na minha vida. Percebi que eu não faço mais parte do meu pai, mas é ele quem vive em grande parte de mim. Ele caminha comigo o tempo todo, na minha pressa, quando não paro de conferir os ponteiros do relógio. E também se alegra, nos momentos em que tudo está bem. Pois é, somos só capa. E por dentro feitos de ventania escura da noite. Suave ou intensa, depende de quem sentir.
Mas uma coisa posso garantir, nunca fizemos amizade com mafiosos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Amigos meus, amigos meus


Vendedora: Para quem tem fé, ele ajuda a encontrar a alma gêmea.
Menina: Ahm...é?!
Vendedora: Para qualquer coisa que quisermos alcançar, é preciso primeiro ter fé.
Menina: Isso é verdade.
Vendedora: Sabe, a resposta para todas as coisas está dentro de nós mesmos.
Menina: Como assim?
Vendedora: Muitas vezes queremos seguir nossos corações e ir contra a intuição. Acredite, se seguirmos nossa intuição, teremos todas as coisas. Só ela tem a resposta.

E a resposta está dentro de nós mesmos.

"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida."


Fernando Pessoa
Imagem: http://blog.encantada.tv/pt/default.aspx?page=3

sábado, 29 de novembro de 2008

Enfim

Enfim...
Da dor, dos risos e choros;
Dos minutos, horas e meses;
Das injustiças e gritos;
E muitas vezes orgulho.
Do cansaço e das palavaras proferidas;
Dos finais de semana mal aproveitados;
Do "abrir mão" para tantos convites;

Das horas que insistiam em correr;
Da preocupação;
Das idéias;
Da união e separação;
Por tudo o que foi e tudo o que és;
Por revelar o melhor e talvez pior do que sou;
E por ter mostrado o quanto todo esforço vale a pena.
E que desse esforço renasce sempre alguém melhor.


Está finalizado, concluído e entregue!


Yeeap...


=D

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Trrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!

Tic tac tic tac tic tac tic tac tica tac tic taaaaaaaaac...

Por acaso alguém esqueceu de me contar que na vida adulta o tempo passa o DOBRO mais rápido?!

sábado, 8 de novembro de 2008

How lovely you are

Minha vida. Minha vida agora. É nela que me refugio.
Hoje o relógio não quis parar, nem por um segundo.
Juro, eu ainda invento uma maneira de fazer parar o tempo.
É assim que fico milionária?
Tardei pensando se um dia eu realmente gostaria de voltar nesse mesmo tempo, se eu gostaria de fazer algumas coisas não definidas valerem a pena.
Sabe, acho que o tempo te prepara.
Encontrei algumas pessoas certas na hora errada, outras erradas na hora errada e algumas perfeitas para as experiências que precisava viver naquele momento.
As decepções que o relógio reserva para você. As alegrias.
Elas não voltam...nem por um segundo.
Um dia já quis que elas voltassem, viver a minha vida de ontens.
É engraçado como a gente se sente preparado pra reviver certas coisas, quando sabemos qual o fim que aquelas mesmas histórias tem.
Percebi hoje que a vida é uma sucessão de histórias similares, que acontecem em tempos, espaços e fases diferentes.
Não são as histórias que mudam, mas a maneira que reagimos quando temos a chance de vivê-las.
Não quero ser do tipo bem clichê e dizer que ‘depende de nós’.
Na verdade, não depende.
Depende sim de nós, mas depende muito mais dos outros.
As pessoas se constroem. Uma a uma. A cada dia.
Somos nós e o outro, nós e o mundo.
Somos nós.
Segredos, virtudes, temores.
Somos um em nossa totalidade.

E eu quero voltar para o começo.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Alguém avisa?



Quem foi que disse que a vida ia ser fácil?

Dói descobrir que o mundo não é colorido e só cabe a você pintar com as cores que lhe convém.
Às vezes a gente não tem nem o pincel, não faz idéia das cores e acaba deixando ele assim meio cinza, meio insosso, um tanto triste e sem graça.
A questão não é nem se você tem um pincel, a questão é:
Se você consegue ser artista o suficiente, pra se virar com o que tem e tirar disso uma paisagem.
É ter criatividade para construir com as próprias mãos algo de bom, que possa ser chamado de seu. Na verdade, acho que é ter imaginação e repintar quantas vezes forem necessárias aquele erro de iniciante.

Ou melhor, tirar daquele erro o esboço para uma verdadeira obra-prima.

Afinal, quem foi que disse que a vida era pra ser um tratado?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Não sei bem quem



Todo conflito gera uma estrela.


Cansei de ver aquela menina doce, aos poucos padecendo, juntando tudo o que era dor, amor e sofrimento numa coisa só. Antes, a menina tinha planos de uma vida leve, sorriso no rosto e calma no coração.
Mas às vezes parece que a realidade quando chega, dói profundo.

Acho a vida engraçada, porque ela é triste. Se não fôssemos nós, na esperança de construí-la sólida, feita de pequenas alegrias diárias, alegria essa ao qual nos apegamos no intuito de levar as coisas adiante, a vida talvez fosse oca, passível de sentido.

E eu, sempre a observar os passos dela, via como acontece o desapego e como ele, em sua totalidade, nos exige escolhas que nem sempre podem ser as melhores. E eu via aquela dor se transformando numa apatia que aos poucos levava sua alegria para longe.
Esperava desse desapego algo de corajoso, de ousado, coisas que na minha vida desejei realizar, mas não o fiz. Não o fiz por desacreditar, ou talvez por acreditar que o futuro seria deliciosamente melhor. Erro meu. Erro nosso.


“A vida é uma hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final.”

Fernando Pessoa

Foto: Jacques Henri Lartigue

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Libertates


Liberdade

do Lat. libertates. f.,
faculdade de uma pessoa poder dispor de
si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio qualquer coisa;
gozo dos direitos do homem livre;
independência;
autonomia;
permissão;
ousadia;
(no pl. ) regalias;
(no pl. ) privilégios;
(no pl. ) imunidades.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quando o vento sopra

Eu queria conhecer o mundo e a vida.
E quando conheci, amei.
E amei, mesmo não achando certo amar aquilo.
Compreendi como o ser humano é frágil e duvidoso.
Notei como a vida é confusa às vezes e percebi que quem a torna mais incerta somos nós.
Sei que viver é ousadia. Mas, ousadia maior é simplesmente existir e não saber como se vive.
Toda criatura em si trás a dor primeira de acostumar-se na permanência.
Entendo que não há existência sem falhas, nem alegrias sem dores.
A perfeição seu moço, era uma coisinha que todos queriam alcançar e não conseguiam.
Te digo, me bateu uma tristeza.
Doeu saber que não há um na vida que não lutasse por ela e não vi ninguém que não buscasse o sucesso por conseqüência da inveja.
Talvez o mundo fosse mais doce se soubéssemos qual o caminho para os nossos corações.
Chorei, pois trago a dor primeira de viver e não possuir resquício nenhum de vida, nem de existência.
E também sei que agora poucas mãos constroem o mundo.
Estranho, mas acho que inverteram as coisas por lá.


[Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.]



Em homenagem à Gizelly
A menina que acredita nos anjos
E também no mundo.



Foto: Sebastião Salgado
Frase: Clarice Lispector

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sobre a saudade


Às vezes a alma consegue se alimentar só de lembranças. Mas nem sempre é possível sobreviver.
A saudade pode ser boa só para aqueles que sabem sentir. Os que sabem a diferença que o passado e o presente possuem. No fundo relembrar é sinal de que o passado valeu a pena. Aliás, relembrar não equivale a reviver. Relembrar é real. Reviver é perigoso. Perigoso porque pode trazer a baixo todo o passado bom. Relembrar é dizer pro tempo como viver têm sido maravilhoso, apesar das pedras no caminho. Reviver é como assistir Lagoa Azul pela décima vez e fingir que não sabe o final.
Relembrar é continuar a viver. Reviver é um convite a continuar.



Foto: Brassai

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Enquanto podemos pulsar


"Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.

Enfim, descobrimos, agora, que tudo começa e acaba com um sim. Também é preciso coragem para morrer, silêncio para ouvir o grito da vida."


[Clarice Lispector]
Foto: Jacques - Henri Lartigue

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tudo é possível

Quando falta algo e tarde percebemos que a falta era em nós mesmos. Quando correr significa não chegar em lugar algum. Quando descobrimos que a escolha é nossa. Pode ser que você acerte. Quando definir significa desprezar tudo o que poderia ser. E ainda pode. Quando o caminho se torna tão desconhecido que não sabemos nem ao certo qual é o verdadeiro destino. É preciso coragem? Só você sabe. Quando não se sabe até quando é possível fingir felicidade. Tudo é permitido? Só você sabe. Quando o ponto final talvez não faça mais diferença, porque você está perdido de qualquer maneira. A diferença é você quem faz. Quando as pedras no caminho, uma a uma, transformam-se num castelo. Bonito, mas oco. Só você sabe. Só você pode. Quando descobrir que a decisão é sua, pode doer. E dói. Porque talvez fique faltando a pedra do caminho, e já não se pode construir um castelo. Pode ser que alguém te desassossegue ou te mostre a vida. Nunca se sabe. Pode ser cedo, tarde ou nunca mais. Quando num dia frio você se lembrar do que poderia ter sido e não foi, pode ser que você chore. De saudade ou de ressentimento. Só você sabe.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Onde se aprende a felicidade?

Texto do livro: "A Bailarina e o Solitário".

Eu acordei atrasada demais para a vida.
Meu primeiro suspiro foi graças a você e o último que eu der espero que seja ao seu lado.
Quando não existia mais esperança para a humanidade, você me deu a humanidade.
Meu coração bateu graças a ti e hoje vejo o mundo com novos olhos.
Quando era sua, o mundo para mim foi verso.
Hoje que estou longe, nada espero do mundo.
Insistia em fazer versos de amor, compaixão e agora entendo que esses valores se perderam. Mas como você dizia, enquanto houver estrelas brilhando no céu, então ainda há esperança.
Penso no seu sacrifício em nome do amor e meu peito aquece.
Tu que até então negastes a mim, me entregou tua vida, teu coração e tua paz. Olho para o céu e sei que você vive.
Insistes em pulsar dentro de mim e por isso te amo.
Obrigada, pude finalmente entender que o mundo e a vida sempre estiveram dentro de mim.
O que buscava incessantemente e ceguei, foi o que todos sempre buscaram e ao se perderem, passam a entender que já a tinham, mas nunca possuíram sabedoria para senti-la.
A felicidade.
Lembra que te perguntei onde a gente aprende a felicidade? Pois bem, a felicidade veio para mim em forma de dor e saudade.
Eu aprendi que para ser feliz é preciso olhar para trás e ver até onde conseguimos chegar por causa da dor.
Eu nasci da dor.
Tu eras só no mundo e pela sua dor me criaste, então eu vim.
Ora, as grandes coisas do mundo não nascem da dor?
E uma mãe não precisa sofrer para trazer nova vida ao mundo?
Todos afinal, não nascem da dor?
E os frutos que a dor traz fazem saudade.
Tenho muitas saudades de ti e quando lembro de nossas conversas, rio.
Por segundos sou feliz.
Assim descobri a minha felicidade.

domingo, 27 de abril de 2008

tudo o que se perde...

Muitas vezes a gente tem que lidar com a perda. Perdemos o tempo, a vontade que na verdade nunca veio, o amor que estava sempre ali. E quase sempre perdemos o desejo de lutar para evitar essa perda. O engraçado é que perder faz parte do “jogo da vida” e não nos acostumamos com isso. Talvez nunca nos habituaremos de verdade. Só sabemos ganhar, e nem sabemos ao certo o que fazer com o que se ganha. Mas perder é dor, uma dor maior que nos desnorteia. Deixa um vazio, daqueles que nada contenta.
Na verdade, acho que tudo o que se perde, no fundo nunca é perdido. Sempre fica um pouco daquilo em nós e um pouco do que chamamos de nosso, naquilo.
Para saber perder é preciso em primeiro lugar saber o que fazer com aquilo que recebemos com a perda. Acima de tudo, perder é crescer em todos os sentidos. E mais ainda, é saber que a beleza da vida está na construção do ser humano a partir de suas dores e alegrias.

Sinto saudades de tudo o que eu não soube perder.

O pior é que muitas vezes sinto saudades de coisas que nunca vivi.

E sinto mais saudades ainda das coisas que eu vivo diariamente, pois sei que essas sempre vão embora quando nos damos conta de quanto são especiais.


ATT.

=P

sexta-feira, 25 de abril de 2008

LUTO

LUTO!
Aconteceu algo estranho, bizarro, inexplicável....
Numa mesma segunda muitas putas faleceram e isso contribuiu para o desequilíbrio terrestre!
As ruas estão vazias, as festas estão sem graça e as pessoas estão descontroladas!
Eu protesto a favor das putas!
Sem elas minha semana ficou blasé.
LUTO! PELA MORTE DE TANTAS PUTAS!
Obrigada e boa semana!
Att.

domingo, 20 de abril de 2008

tão assim...

Um dia acordei com um vazio. Olhei ao redor e senti um oco dentro do peito, daqueles que dói mesmo. Estava olhando minhas fotos do tempo de colegial e pensei: Cadê meus amigos?! Nossa que saudades daquela época nostálgica, onde eu sabia como era ser eu mesma! Onde a preocupação era assunto para um futuro próximo e que iria chegar bem mais tarde. Que delícia aquelas tardes anônimas passadas num sofá, ao sabor de sorvete de morango e assunto para garotas. Nosso mundo era isso. Cinco garotas avoadas, com sonhos, anseios, dúvidas e assuntos para mais de uma tarde inteira. Minha adolescência tem sabor de morango, ao som de bandinhas da moda e milhões de idéias fervilhantes na cabeça. Eu não precisava ser ninguém além de mim e essa era a maior graça. Mas o tempo em nossas vidas de repente resolveu nos driblar, me cegando completamente. Quando dei por mim, as preocupações de uma vida “adulta” já tinha nos consumido tanto que acabamos por deixar de lado aquele passado bom que ficou na memória e hoje faz falta. Faz falta porque era doce, era simples e eu era bem feliz. Na verdade, esses dias fiquei com vontade de resgatar esse sentimento do passado, regado a piadinhas internas e uma amizade sincera. Não que agora eu não seja feliz e etc, etc, etc. Mas não adiantou muito procurar na vida adulta o mesmo sabor de antes, aliás, jamais adiantaria procurar sabor nenhum, pois tudo mudou. Porém a alegria maior é saber que na memória existem ainda intactos os retratos de uma adolescência mais do que feliz, uma juventude completa. Assim como dizia Drummond, “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão”.
Att.
=P

sábado, 19 de abril de 2008

...

É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Att.

=P