sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quando o vento sopra

Eu queria conhecer o mundo e a vida.
E quando conheci, amei.
E amei, mesmo não achando certo amar aquilo.
Compreendi como o ser humano é frágil e duvidoso.
Notei como a vida é confusa às vezes e percebi que quem a torna mais incerta somos nós.
Sei que viver é ousadia. Mas, ousadia maior é simplesmente existir e não saber como se vive.
Toda criatura em si trás a dor primeira de acostumar-se na permanência.
Entendo que não há existência sem falhas, nem alegrias sem dores.
A perfeição seu moço, era uma coisinha que todos queriam alcançar e não conseguiam.
Te digo, me bateu uma tristeza.
Doeu saber que não há um na vida que não lutasse por ela e não vi ninguém que não buscasse o sucesso por conseqüência da inveja.
Talvez o mundo fosse mais doce se soubéssemos qual o caminho para os nossos corações.
Chorei, pois trago a dor primeira de viver e não possuir resquício nenhum de vida, nem de existência.
E também sei que agora poucas mãos constroem o mundo.
Estranho, mas acho que inverteram as coisas por lá.


[Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.]



Em homenagem à Gizelly
A menina que acredita nos anjos
E também no mundo.



Foto: Sebastião Salgado
Frase: Clarice Lispector

5 comentários:

Anônimo disse...

que lindu o texto kérols!!!

quem é o autor?!?!


bjinhuuusss
amo vc!

Carol Pitta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Carol Pitta disse...

Heeeeey Gi!

Obrigada pelo comentário...

Feliz Aniversário!

=D

Um chêro

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.