
Uma coisa é fato.
Esses cinco minutos me fazem pensar.
Esses cinco minutos me fazem quase sempre querer parar.
Parar e esperar.
Eu espero por eles.
Todos os dias.
E, eu odeio saber que são eles que me fazem acordar.
Me fazem ter vontade de querer ser.
De querer viver.
São esses malditos cinco minutos, por mais rápidos, por mais injustos,
São eles que me fazem seguir adiante.
E, não há nada que eu possa fazer para tê-los.
Às vezes há linhas que nós não podemos ultrapassar.
E o que fazer com as linhas que podemos?
Mas o tempo não espera.
Ele simplesmente vai levando a nossa vida, de cinco em cinco minutos.
E são por eles que eu vivo.
E o que fazer com as linhas que podemos?
Mas o tempo não espera.
Ele simplesmente vai levando a nossa vida, de cinco em cinco minutos.
E são por eles que eu vivo.
Meus relógios, todos eles pararam de funcionar.
Não quero que eles funcionem.
Eu também sei que o desejo de não querer
Que eles funcionem nasceu da minha covardia.
Só os covardes tem medo que o tempo passe.
As velhas relíquias, as fotografias, as cartas, a saudade.
Tudo isso só existe para quem tem coragem.
Aqueles que não vão se arrepender com uma ou outra falta.
Com uma ou outra partida.
Mas os covardes querem sempre que o tempo volte.
Com medo de não sobrar tempo para corrigir o passado.
Com desejo de preecher os espaços, as lacunas pelas quais
Não há mais o que se fazer.
E assim, mesmo sabendo o fim que velhas histórias podem
Chegar a ter.
Mesmo tendo certeza de que destinos de pessoas diferentes
Não são distantes.
Eu sei que esses cinco minutos me confundem a ponto de não saber o que eu procuro.
E há tempos, eu não percebo quando eu encontro.
Não quero que eles funcionem.
Eu também sei que o desejo de não querer
Que eles funcionem nasceu da minha covardia.
Só os covardes tem medo que o tempo passe.
As velhas relíquias, as fotografias, as cartas, a saudade.
Tudo isso só existe para quem tem coragem.
Aqueles que não vão se arrepender com uma ou outra falta.
Com uma ou outra partida.
Mas os covardes querem sempre que o tempo volte.
Com medo de não sobrar tempo para corrigir o passado.
Com desejo de preecher os espaços, as lacunas pelas quais
Não há mais o que se fazer.
E assim, mesmo sabendo o fim que velhas histórias podem
Chegar a ter.
Mesmo tendo certeza de que destinos de pessoas diferentes
Não são distantes.
Eu sei que esses cinco minutos me confundem a ponto de não saber o que eu procuro.
E há tempos, eu não percebo quando eu encontro.

