sexta-feira, 9 de maio de 2008

Onde se aprende a felicidade?

Texto do livro: "A Bailarina e o Solitário".

Eu acordei atrasada demais para a vida.
Meu primeiro suspiro foi graças a você e o último que eu der espero que seja ao seu lado.
Quando não existia mais esperança para a humanidade, você me deu a humanidade.
Meu coração bateu graças a ti e hoje vejo o mundo com novos olhos.
Quando era sua, o mundo para mim foi verso.
Hoje que estou longe, nada espero do mundo.
Insistia em fazer versos de amor, compaixão e agora entendo que esses valores se perderam. Mas como você dizia, enquanto houver estrelas brilhando no céu, então ainda há esperança.
Penso no seu sacrifício em nome do amor e meu peito aquece.
Tu que até então negastes a mim, me entregou tua vida, teu coração e tua paz. Olho para o céu e sei que você vive.
Insistes em pulsar dentro de mim e por isso te amo.
Obrigada, pude finalmente entender que o mundo e a vida sempre estiveram dentro de mim.
O que buscava incessantemente e ceguei, foi o que todos sempre buscaram e ao se perderem, passam a entender que já a tinham, mas nunca possuíram sabedoria para senti-la.
A felicidade.
Lembra que te perguntei onde a gente aprende a felicidade? Pois bem, a felicidade veio para mim em forma de dor e saudade.
Eu aprendi que para ser feliz é preciso olhar para trás e ver até onde conseguimos chegar por causa da dor.
Eu nasci da dor.
Tu eras só no mundo e pela sua dor me criaste, então eu vim.
Ora, as grandes coisas do mundo não nascem da dor?
E uma mãe não precisa sofrer para trazer nova vida ao mundo?
Todos afinal, não nascem da dor?
E os frutos que a dor traz fazem saudade.
Tenho muitas saudades de ti e quando lembro de nossas conversas, rio.
Por segundos sou feliz.
Assim descobri a minha felicidade.