segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Seria mais interessante se fosse curioso.
Sabe, às vezes você me irrita.
Pelo simples fato de existir e debochar dos meus esforços.
Não, não vou ser sua pra sempre. E nem quero que seja meu também.
A eternidade é irritante, meu bem. Ninguém aguenta um amor pra sempre, porque sabe a força que ele tem. E por essa mesma força de perenidade, nem ele dura. Na verdade, acho que a vida trata de engolir uma ou outra parte que fica pelo caminho.
Sugiro a você que faça as malas, bem devagarinho.Vá recolhendo tudo o que está pela casa, aquela sua velha bermuda de time, o relógio que te dei de presente e (por favor), não esqueça do álbun de fotografias.
Trate de não deixar nenhuma lembrança, ou recado que me faça lembrar do que posso estar perdendo. Retire da geladeira todos aqueles bilhetes de "eu te amo", ou de "saudades, Fulano". Te dou, na verdade, um dia inteiro pra isso. Um dia inteiro não, um dia inteiro e mais 45 minutos, que é o tempo que eu demoro entre um metrô e outro.
Te peço, leve contigo o DVD da nossa série favorita e também o CD do Chico. Juro que não vou me importar, se numa tarde houver silêncio no lugar de bossa.
Não esqueça que eu odeio lichia, então mais uma vez, por gentileza, retire-as da geladeira e entregue-as à pessoa mais próxima. Hoje te deixo a chave, e a liberdade de ter o apartamento só para você. Faça-o dele o que quiser, só faça-o da forma mais discreta possível. Assim poderei voltar para casa e talvez aprender como se deixa de viver um amor.
Eu prometo, vou conseguir levar na boa. Você pode não estar entendendo o meu silêncio, eu sei. Deve estar querendo dicutir, gritar, me dizer poucas e boas, mas...quando se gosta de verdade, não existem palavras para um último adeus.
Vou te revelar um segredo: eu tenho medo que a gente só esteja fazendo um ao outro mais triste. Nunca me esqueço do dia em que eu consegui um emprego, mesmo com você duvidando do meu esforço. Lembra o que eu fiz com o primeiro salário? Paguei aquele seu curso. E hoje vejo o homem que se tornou, o respeito que os outros tem por você, pela pessoa que é e pelas conquistas que fez.
Mais uma vez te digo, não duvide da força que um amor tem. Do que ele pode fazer na sua vida, se deixar que ele entre. Basta abrir a porta e permitir que ele vá até você.
Por favor, leve contigo só o que foi bom.
E vá em paz, por que eu te amo.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Toda espera tem seu fim.
Ninguém espera satisfeito
A espera é feita de pequenas continuidades de esperança
Um pedaço do seu adeus, que pode ficar pela metade
Ninguém espera satisfeito
Não há quem queira estar do lado da espera,
Desejando na dúvida e tentando crer no amor
Ninguém espera satisfeito
Por mais verdadeira que seja a promessa
Que a volta seja rápida, pois não existe modo de esperar satisfeito
Algo fica e algo maior ainda vai embora
E no tempo, a vontade do mais
Lembranças, momentos
A solidão, sim
Mas que seja pequena a demora
Porque é impossível esperar satisfeito.
A espera é feita de pequenas continuidades de esperança
Um pedaço do seu adeus, que pode ficar pela metade
Ninguém espera satisfeito
Não há quem queira estar do lado da espera,
Desejando na dúvida e tentando crer no amor
Ninguém espera satisfeito
Por mais verdadeira que seja a promessa
Que a volta seja rápida, pois não existe modo de esperar satisfeito
Algo fica e algo maior ainda vai embora
E no tempo, a vontade do mais
Lembranças, momentos
A solidão, sim
Mas que seja pequena a demora
Porque é impossível esperar satisfeito.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Caminhamos Juntos
Aquela rua. A rua entre eu e você.
Ela entre nós.
Ele e eu ali sentados, esperando...O tempo, o vento quente, o vapor na janela do carro.
Dois errantes pelo caminho da vida.
Procurando não perder o que se tinha. Procurando encontrar o que se perdeu.
Ali ficávamos nos devaneios de um amor sem fim, à espera do "não" esquecimento
um do outro.
Ela entre nós.
Ele e eu ali sentados, esperando...O tempo, o vento quente, o vapor na janela do carro.
Dois errantes pelo caminho da vida.
Procurando não perder o que se tinha. Procurando encontrar o que se perdeu.
Ali ficávamos nos devaneios de um amor sem fim, à espera do "não" esquecimento
um do outro.
sábado, 3 de outubro de 2009
It's not because i'm lost that i'm losing
Tá caminhando pro sim?
Talvez para algo mais significativo que isso.
A vida inteira é um eterno sim, só quero algo mais significativo que isso.
Viver com profundidade, verdadeiramente,
Por inteiro.
Um sentimento, uma dia, um momento, uma pessoa.
Você, talvez.
É essa duvida que nos impede.
Você, talvez?
Não quero que caminhe pro sim, com um talvez na cabeça...
Talvez para algo mais significativo que isso.
A vida inteira é um eterno sim, só quero algo mais significativo que isso.
Viver com profundidade, verdadeiramente,
Por inteiro.
Um sentimento, uma dia, um momento, uma pessoa.
Você, talvez.
É essa duvida que nos impede.
Você, talvez?
Não quero que caminhe pro sim, com um talvez na cabeça...
domingo, 13 de setembro de 2009
Carta à ti.
Nós somos as nossas escolhas. Sinto te dizer isso.
Sei que nada que eu fale vá mudar algo que está aí dentro.
Cuide de você.
Ouvi esse termo essa semana e agora fez mais sentido para mim do que nunca. Só você sabe até onde a sua força pode te levar.
E a sua fraqueza também.
Eu digo para você cuidar de você, porque talvez você seja o maior bem que possua. Talvez não por inteiro.
Sei que você vive pela metade, achando que a felicidade é a sua própria definição. Ou pelo menos tentando repintar seus quadros, suas paredes.
Essa mania de mentir para todo mundo, só revela sua própria solidão.
Essa mentira é só sua, mais ninguém.
Me vi em você e chorei.
Nosso jeito de viver a vida, como se fôssemos ao mesmo tempo grandes e serenas.
É preciso muita coisa, não é mesmo?
E todas essas coisas nos distanciam de nós mesmos.
Arriscaria dizer que você está crescendo, se transformando. E toda mudança nos obriga a deixarmos algo e ir atrás do melhor.
Você é diferente, não se abala.
Você é diferente, porque sabe que nada é pra sempre.
Nem a dor.
A sua balança pesa muito, mas é claro que podemos ver para qual lado ela pende.
Esse seu dom de transformar tudo em palavras.
É bom porque alivia.
Mas não cura.
Sei que nada que eu fale vá mudar algo que está aí dentro.
Cuide de você.
Ouvi esse termo essa semana e agora fez mais sentido para mim do que nunca. Só você sabe até onde a sua força pode te levar.
E a sua fraqueza também.
Eu digo para você cuidar de você, porque talvez você seja o maior bem que possua. Talvez não por inteiro.
Sei que você vive pela metade, achando que a felicidade é a sua própria definição. Ou pelo menos tentando repintar seus quadros, suas paredes.
Essa mania de mentir para todo mundo, só revela sua própria solidão.
Essa mentira é só sua, mais ninguém.
Me vi em você e chorei.
Nosso jeito de viver a vida, como se fôssemos ao mesmo tempo grandes e serenas.
É preciso muita coisa, não é mesmo?
E todas essas coisas nos distanciam de nós mesmos.
Arriscaria dizer que você está crescendo, se transformando. E toda mudança nos obriga a deixarmos algo e ir atrás do melhor.
Você é diferente, não se abala.
Você é diferente, porque sabe que nada é pra sempre.
Nem a dor.
A sua balança pesa muito, mas é claro que podemos ver para qual lado ela pende.
Esse seu dom de transformar tudo em palavras.
É bom porque alivia.
Mas não cura.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Diálogo.

Acho que se bem me lembro, foi na casa de Petrópolis que eles combinaram de se rever.
Tudo muito mal e mal planejado, é verdade. O casamento de ambos atrapalhavam o desejo da adolescência. A meninice de sempre, era ela que voltava aos poucos. Aquele sentimento reprimido por tantos anos já não cabia na tristeza de Carla, que vagueava só, sempre que recebia alguma notícia de Pedro por alto dos amigos em comum. Era aquela falta, aquele pedaço, um dia pela metade, uma vontade não vivida. Eram os dois que um dia tão um, eram os dois que um dia tão dois. Eram eles que um dia nunca foram nada, só Pedro e Carla, ou Carla e Pedro. E só.
Era a insistência em ser bom de novo. Feliz de novo. Naquele mundinho só deles, mais ninguém. Era a saudade reprimida, dos tempos de faculdade. Ser bom de novo....Feliz de novo.
Era a tristeza deixando o rastro.
Foi com certa incerteza que Pedro dirigia a Petrópolis.
O que era aquela carta afinal?
Um convite, uma ausência ou uma desculpa?
Precisava entender porque ela fugia tanto, negava tanto.
Só lembrava das palavras entre pequenos sorrisos: "Pedro, se eu te pedir, você promete me deixar em paz?".
Tudo muito mal e mal planejado, é verdade. O casamento de ambos atrapalhavam o desejo da adolescência. A meninice de sempre, era ela que voltava aos poucos. Aquele sentimento reprimido por tantos anos já não cabia na tristeza de Carla, que vagueava só, sempre que recebia alguma notícia de Pedro por alto dos amigos em comum. Era aquela falta, aquele pedaço, um dia pela metade, uma vontade não vivida. Eram os dois que um dia tão um, eram os dois que um dia tão dois. Eram eles que um dia nunca foram nada, só Pedro e Carla, ou Carla e Pedro. E só.
Era a insistência em ser bom de novo. Feliz de novo. Naquele mundinho só deles, mais ninguém. Era a saudade reprimida, dos tempos de faculdade. Ser bom de novo....Feliz de novo.
Era a tristeza deixando o rastro.
Foi com certa incerteza que Pedro dirigia a Petrópolis.
O que era aquela carta afinal?
Um convite, uma ausência ou uma desculpa?
Precisava entender porque ela fugia tanto, negava tanto.
Só lembrava das palavras entre pequenos sorrisos: "Pedro, se eu te pedir, você promete me deixar em paz?".
Era uma espécie de querer muito além daquele conhecido.
Ninguém entende um coração que mesmo desejando, é capaz de fechar as portas e ir embora.
- Fica comigo?
- Eu não posso.
Era o amor que nunca sobreviveu muito além do que se via. Ou pelo menos, era o impossível que os dois tornaram um eterno 'não'.
Foi se aproximando do sítio e lembrou todas as vezes que, entre desajeitos de moleque, tentou subir aquele muro de trepadeira. Sorriu. Pela primeira vez sorriu, depois de tanto tempo. Relembrá-la, junto com toda aquela história que viveram, o fazia desejar tê-la de volta, nem que fosse só para ser menino de novo.
Mas a vida, a vida é bruta.
Estava ele, nos seus trinta e poucos anos, às voltas em busca do que se perdeu. Ou do que nunca se teve de verdade.
Abriu a porta e do outro lado era Carla quem sorria. Meu Deus! Era aquele mesmo sorriso com jeito traquina, um tanto quanto tímido e de um mistério teatral.
Não conteve a vontade de abraçá-la, como que para si. Como que para sempre.
Abraçou-a naquela vontade ínfima de devorá-la, de tê-la naquele amor calmo.
Encontrou naquele abraço a resposta que procurava: Eternamente.
Era um finalmente eterno.
sábado, 6 de junho de 2009
?
As minhas urgências. Elas são impossíveis.
São fetiches, coisas infinitas. E ficam martelando a minha cabeça, dia e noite. Noite e dia. E semanas. Meses talvez.
As minhas urgências me tiram do sério, porque me fazem querer ir além do que posso. Me fazem percorrer caminhos que não entendo, lugares que desconheço.
Essas minhas urgências me fazem quase sempre escrava dos meus domínios.
Ou do que eu pensava que fossem meus domínios.
E acabo esbarrando nas minhas limitações, porque querer ir além não é avançar.
Avançar não é feito de querer. É feito de ação, de urgência.
Mas essas urgências me impedem, me distraem do que eu preciso.
Ás vezes penso que elas me dariam coisas que curariam minha vontade do agora.
Metira.
É sempre esse desejo presente que me trasmuta.
Cansei de viver a vida de ontens, mas o meu passado fica o tempo inteiro tentando arrumar um lugar no meu futuro. E nas minha urgências.
Quando encosto a cabeça no travesseiro, deito minha paz fingida de um dia inteiro e dou lugar à minha inscostância. Abre-se uma brecha ínfima entre o que eu tento ser e o que eu sou. Abre-se uma brecha entre as minhas possibilidades e impossibilidades. Abre-se uma brecha entre o mim e o eu. Entre o mim e os outros. Entre o mim e o Deus.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Eu diria: Mais vale uma ninhada inteira voando do que ter uma pássaro preso em minhas mãos.
A vida é isso, liberdade e ponto. E feita de muitas urgências, que nos impulsionam, que nos levam a buscar alguém melhor do que esse alguém do agora.
Sejamos humanos nesse mundo feito de plástico.
São fetiches, coisas infinitas. E ficam martelando a minha cabeça, dia e noite. Noite e dia. E semanas. Meses talvez.
As minhas urgências me tiram do sério, porque me fazem querer ir além do que posso. Me fazem percorrer caminhos que não entendo, lugares que desconheço.
Essas minhas urgências me fazem quase sempre escrava dos meus domínios.
Ou do que eu pensava que fossem meus domínios.
E acabo esbarrando nas minhas limitações, porque querer ir além não é avançar.
Avançar não é feito de querer. É feito de ação, de urgência.
Mas essas urgências me impedem, me distraem do que eu preciso.
Ás vezes penso que elas me dariam coisas que curariam minha vontade do agora.
Metira.
É sempre esse desejo presente que me trasmuta.
Cansei de viver a vida de ontens, mas o meu passado fica o tempo inteiro tentando arrumar um lugar no meu futuro. E nas minha urgências.
Quando encosto a cabeça no travesseiro, deito minha paz fingida de um dia inteiro e dou lugar à minha inscostância. Abre-se uma brecha ínfima entre o que eu tento ser e o que eu sou. Abre-se uma brecha entre as minhas possibilidades e impossibilidades. Abre-se uma brecha entre o mim e o eu. Entre o mim e os outros. Entre o mim e o Deus.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Eu diria: Mais vale uma ninhada inteira voando do que ter uma pássaro preso em minhas mãos.
A vida é isso, liberdade e ponto. E feita de muitas urgências, que nos impulsionam, que nos levam a buscar alguém melhor do que esse alguém do agora.
Sejamos humanos nesse mundo feito de plástico.
domingo, 31 de maio de 2009
Impossível ir além sem.
Hoje mais do que nunca, eu escrevo algo com tudo o que eu sinto. Sinceridade. E não vou falar sobre quem você é, mas sim sobre o que você têm sido na minha vida e em como o tempo revela isso a cada dia mais. Sei que passamos por pontos que colocaram a prova muito do nosso caráter e talvez da confiança que um poderia depositar no outro.
Acho que a amizade é assim mesmo, como tudo na vida, indefinido. É uma coisa que a gente vai construindo de degrau em degrau, mas às vezes tem coisas que a gente simplesmente precisa atravessar. Dói muito, é verdade. Mas um relacionamento construído somente a base de pequenas ou grandes alegrias, pode ser muito perigoso. Prefiro a cumplicidade, que se fez presente em muitos momentos. E alguns deles, bem ou mal compreendidos, sei que também serviram como uma lição específica para a minha vida e a sua. Num caminho trilhado por duas pessoas, ninguém vai acertar cem por cento sempre. Mas vale a tentativa de pelo menos ser melhor, se fazer uma pessoa melhor e tomar como parte do passado uma lição para construir algo bom.
O que mais me alegra é saber que, a duras penas, vamos evoluindo e presenciando a evolução das pessoas que estão do nosso lado. Não sei, quis escrever tudo isso porque acho que só as coisas que vem do coração valem a pena.
Acho que a amizade é assim mesmo, como tudo na vida, indefinido. É uma coisa que a gente vai construindo de degrau em degrau, mas às vezes tem coisas que a gente simplesmente precisa atravessar. Dói muito, é verdade. Mas um relacionamento construído somente a base de pequenas ou grandes alegrias, pode ser muito perigoso. Prefiro a cumplicidade, que se fez presente em muitos momentos. E alguns deles, bem ou mal compreendidos, sei que também serviram como uma lição específica para a minha vida e a sua. Num caminho trilhado por duas pessoas, ninguém vai acertar cem por cento sempre. Mas vale a tentativa de pelo menos ser melhor, se fazer uma pessoa melhor e tomar como parte do passado uma lição para construir algo bom.
O que mais me alegra é saber que, a duras penas, vamos evoluindo e presenciando a evolução das pessoas que estão do nosso lado. Não sei, quis escrever tudo isso porque acho que só as coisas que vem do coração valem a pena.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Onde a vida é de sonhar
Estar devidamente perdido não pode ser considerado um erro, se você sabe onde está mas o único problema é saber como sair do lugar em que foi parar.
Sabe, sempre digo que o tempo te prepara.
Ele estranhamente nos coloca em situções que de uma maneira ou de outra, tecerão nosso próximo adeus.
O tempo é feito de um tipo de adeus, uma forma de deixar algo para trás, de despir-se daquele sentimento que impedia o caminho ou daquele 'eu' um pouco incompleto, um pouco incompreendido.
Acho que no fim a gente descobre que nunca aprendeu a lidar com o tempo de fato. Só fingimos que percebemos como faz falta, quando ele nos tira algo que em algum momento afetou nossa vivência de cada dia.
Algo ou alguém.
Ou tirar-nos de nós mesmos.
Claro, existe sim o desejo nostálgico de ser cada dia melhor.
Mas, e quando você sente falta do que foi e estranhamente não sabe mais voltar a ser o que era, porque aquele seu tempo já não o é mais.
E quando a melhoria de fato não existe?
Viver uma vida de ontens pode não satisfazer seus desejos do agora.
Talvez viver essa mesma vida de ontens satisfizesse somente o que você era.
Acho que a vida tem que, de vez em quando, atropelar algumas coisas do caminho, só para seguir seu turno. A culpa não é nossa, a culpa não é dela, talvez seja a lei do que deve.
Deve e ponto. E nós, telespectadores de nossas próprias histórias.
SERÁ?
Sabe, sempre digo que o tempo te prepara.
Ele estranhamente nos coloca em situções que de uma maneira ou de outra, tecerão nosso próximo adeus.
O tempo é feito de um tipo de adeus, uma forma de deixar algo para trás, de despir-se daquele sentimento que impedia o caminho ou daquele 'eu' um pouco incompleto, um pouco incompreendido.
Acho que no fim a gente descobre que nunca aprendeu a lidar com o tempo de fato. Só fingimos que percebemos como faz falta, quando ele nos tira algo que em algum momento afetou nossa vivência de cada dia.
Algo ou alguém.
Ou tirar-nos de nós mesmos.
Claro, existe sim o desejo nostálgico de ser cada dia melhor.
Mas, e quando você sente falta do que foi e estranhamente não sabe mais voltar a ser o que era, porque aquele seu tempo já não o é mais.
E quando a melhoria de fato não existe?
Viver uma vida de ontens pode não satisfazer seus desejos do agora.
Talvez viver essa mesma vida de ontens satisfizesse somente o que você era.
Acho que a vida tem que, de vez em quando, atropelar algumas coisas do caminho, só para seguir seu turno. A culpa não é nossa, a culpa não é dela, talvez seja a lei do que deve.
Deve e ponto. E nós, telespectadores de nossas próprias histórias.
SERÁ?
sábado, 9 de maio de 2009
nós dois até o final.
Existe sim.
Em algum lugar, eu sei que tem,
Alguma coisa que ainda vai me fazer bem.
Coisas ocultas agradavam até certo ponto,
Mas a verdade é: não há certo ou errado.
O primeiro ponto deveria ser o de partida
Além disso, hoje não há começo, meio ou fim.
As coisas vão se ligando umas nas outras e até gosto que sejam assim.
Certa vez ouvi que as pessoas eram diferentes umas das outras.
E é justamente essa questão de diferença que torna a existência de cada um mais válida.
Caminhamos até onde, ou melhor, para onde?
Para essa pergunta prefiro deduzir que depende.
Pode ser doce ou leve se quisermos,
Ou sujo e triste se esperarmos.
Esperar pela solidão, procurar respotas no silêncio,
Observar a vida cumprindo seu papel.
E nós, seguindo sem saber e deixando com que as coisas se percam e se vão.
Mas eu queria saber se a vida também é uma grande brincadeira,
Da qual podemos simplesmente nos arriscar com coragem.
É Deus, parece que vai ser nós dois até o final.
Em algum lugar, eu sei que tem,
Alguma coisa que ainda vai me fazer bem.
Coisas ocultas agradavam até certo ponto,
Mas a verdade é: não há certo ou errado.
O primeiro ponto deveria ser o de partida
Além disso, hoje não há começo, meio ou fim.
As coisas vão se ligando umas nas outras e até gosto que sejam assim.
Certa vez ouvi que as pessoas eram diferentes umas das outras.
E é justamente essa questão de diferença que torna a existência de cada um mais válida.
Caminhamos até onde, ou melhor, para onde?
Para essa pergunta prefiro deduzir que depende.
Pode ser doce ou leve se quisermos,
Ou sujo e triste se esperarmos.
Esperar pela solidão, procurar respotas no silêncio,
Observar a vida cumprindo seu papel.
E nós, seguindo sem saber e deixando com que as coisas se percam e se vão.
Mas eu queria saber se a vida também é uma grande brincadeira,
Da qual podemos simplesmente nos arriscar com coragem.
É Deus, parece que vai ser nós dois até o final.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Desliga a tevê

Sim, eu era só uma menina.
Escondi os defeitos e remendei as qualidades.
Não importava como, eu queria ser.
Eu precisava alimentar muito mais que minha sede, é verdade.
Na falta de abrigo, eu mesma fui capaz de tentar construir algo bom.
Juntei toda a falta de coragem e vez em quando me metia a aprender truques para sobreviver.
Mal e mal sobrava um beijo no café da manhã, me relembrando que existia ainda o afeto.
Desde cedo vi como as pessoas preservam um tipo de sentimento que é um quase.
Um quase nada.
É como se o outro, por medo ou descrença, nutrisse um semi amor, uma semi amizade.
Naquele momento eu soube como era ver o mundo por um buraco de fechadura.
A gente acaba achando que por ver bem de perto, consegue ver tudo.
Na verdade, a proximidade das coisas mostra só parte delas.
Não sei bem quando, eu descobri que a vida é para seres que entraram em extinção.
Tem alguns que não merecem, mas não por ignorância.
São aqueles que simplesmente não se importam com uma ou outra falta.
E, sim eu era só uma menina.
Mas, a duras penas, tive que aprender a andar por minhas próprias pernas.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Beijonãomeliga
Porque reavivar? Qual o sentido de tudo isso?
Eu disse que não queria voltar atrás, mas foi você quem insistiu, dizendo que faria valer a pena.
Pois bem, não valeu. Eu quero o meu tempo e a minha paz de volta.
Sim, ela vale muito nos dias que tenho passado.
Estava no paraíso, fui ao encontro de mim mesma. Acontece que nem assim foi possível saber por onde eu me perdi.
Na verdade, acho que não mal me perdi, só fui transformada em algo melhor.
Já que a dor pareceu impulso de menina mimada, no mínimo traria algum benefício.
Obrigada pelos pequenos ajustes que com o tempo, me fizeram bem maior do que um dia eu já fui.
Agora eu sei que a vida é bem mais.
Eu disse que não queria voltar atrás, mas foi você quem insistiu, dizendo que faria valer a pena.
Pois bem, não valeu. Eu quero o meu tempo e a minha paz de volta.
Sim, ela vale muito nos dias que tenho passado.
Estava no paraíso, fui ao encontro de mim mesma. Acontece que nem assim foi possível saber por onde eu me perdi.
Na verdade, acho que não mal me perdi, só fui transformada em algo melhor.
Já que a dor pareceu impulso de menina mimada, no mínimo traria algum benefício.
Obrigada pelos pequenos ajustes que com o tempo, me fizeram bem maior do que um dia eu já fui.
Agora eu sei que a vida é bem mais.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Aquela vez como se fosse a última

E livrai-nos de todo mal, amém!
O ônibus que atrasou, o leite que esfriou e o mal presságio anunciando.
E livrai-nos de todo o mal, amém!
O ônibus que atrasou, o leite que esfriou e o mal presságio anunciando.
E livrai-nos de todo o mal, amém!
Na sua rotina diária ela usava sua força com inteligência. E delicadeza de gestos.
Sussurava uma ou outra prece no meio do caminho.
"Deus me proteja", pensava ela quando ia ao trabalho.
"Mas que cidade grande! Quanto pé e quanta boca! Tudo junto!".
Não fosse a feliz dignidade com que tentava pagar suas contas em dia, era ora ou outra tapeada pelo destino.
Pensava: "Parabéns, Mariana! Mais um dia como todos os outros!".
Era a mesma sensação absoluta que doía.
Não conseguia ao menos se dar conta que melancia não combinava nem um pouco com limão.
Mas ela, mesmo que aos poucos, queria de algum modo "descombinar', não fazer parte de.
Sabia que da contradição nascia uma estrela. Mas, e da dor?
Na verdade a vida dela não estava muito afeita a nascimentos.
Todos os dissabores pelos quais foi obrigada a passar, soavam mais como algo parecido com melodia fúnebre.
Foram as decepções que a afogaram, e não sabia mais o que era acreditar.
Só sabia duvidar, ou não, da sua própria descrença.
Vire e meche a marcha fúnebre voltava, antecipando mais um nascimento.
Mas renascer não é tarefa simples. É contradizer tudo o que já foi dito.
E dizer de novo, na tentativa de ser ouvido. E cada vez mais alto.
Remendou desculpas para o seu 'insucesso' pessoal.
Dizia mesmo que era preciso saber viver leve.
Mas, como fazer isso se os seus ombros são obrigados a suportar o mundo?
Pelo menos ter a certeza de que ele não pesa mais que a mão de uma criança.
Ainda assim, ela acreditava na fé de esperar pela esperança.
Na fé gratuita de só ter fé.
Aquela genuína, que também tem a certeza de que tudo segue adiante.
Sussurava uma ou outra prece no meio do caminho.
"Deus me proteja", pensava ela quando ia ao trabalho.
"Mas que cidade grande! Quanto pé e quanta boca! Tudo junto!".
Não fosse a feliz dignidade com que tentava pagar suas contas em dia, era ora ou outra tapeada pelo destino.
Pensava: "Parabéns, Mariana! Mais um dia como todos os outros!".
Era a mesma sensação absoluta que doía.
Não conseguia ao menos se dar conta que melancia não combinava nem um pouco com limão.
Mas ela, mesmo que aos poucos, queria de algum modo "descombinar', não fazer parte de.
Sabia que da contradição nascia uma estrela. Mas, e da dor?
Na verdade a vida dela não estava muito afeita a nascimentos.
Todos os dissabores pelos quais foi obrigada a passar, soavam mais como algo parecido com melodia fúnebre.
Foram as decepções que a afogaram, e não sabia mais o que era acreditar.
Só sabia duvidar, ou não, da sua própria descrença.
Vire e meche a marcha fúnebre voltava, antecipando mais um nascimento.
Mas renascer não é tarefa simples. É contradizer tudo o que já foi dito.
E dizer de novo, na tentativa de ser ouvido. E cada vez mais alto.
Remendou desculpas para o seu 'insucesso' pessoal.
Dizia mesmo que era preciso saber viver leve.
Mas, como fazer isso se os seus ombros são obrigados a suportar o mundo?
Pelo menos ter a certeza de que ele não pesa mais que a mão de uma criança.
Ainda assim, ela acreditava na fé de esperar pela esperança.
Na fé gratuita de só ter fé.
Aquela genuína, que também tem a certeza de que tudo segue adiante.
terça-feira, 3 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
1 min.

Uma coisa é fato.
Esses cinco minutos me fazem pensar.
Esses cinco minutos me fazem quase sempre querer parar.
Parar e esperar.
Eu espero por eles.
Todos os dias.
E, eu odeio saber que são eles que me fazem acordar.
Me fazem ter vontade de querer ser.
De querer viver.
São esses malditos cinco minutos, por mais rápidos, por mais injustos,
São eles que me fazem seguir adiante.
E, não há nada que eu possa fazer para tê-los.
Às vezes há linhas que nós não podemos ultrapassar.
E o que fazer com as linhas que podemos?
Mas o tempo não espera.
Ele simplesmente vai levando a nossa vida, de cinco em cinco minutos.
E são por eles que eu vivo.
E o que fazer com as linhas que podemos?
Mas o tempo não espera.
Ele simplesmente vai levando a nossa vida, de cinco em cinco minutos.
E são por eles que eu vivo.
Meus relógios, todos eles pararam de funcionar.
Não quero que eles funcionem.
Eu também sei que o desejo de não querer
Que eles funcionem nasceu da minha covardia.
Só os covardes tem medo que o tempo passe.
As velhas relíquias, as fotografias, as cartas, a saudade.
Tudo isso só existe para quem tem coragem.
Aqueles que não vão se arrepender com uma ou outra falta.
Com uma ou outra partida.
Mas os covardes querem sempre que o tempo volte.
Com medo de não sobrar tempo para corrigir o passado.
Com desejo de preecher os espaços, as lacunas pelas quais
Não há mais o que se fazer.
E assim, mesmo sabendo o fim que velhas histórias podem
Chegar a ter.
Mesmo tendo certeza de que destinos de pessoas diferentes
Não são distantes.
Eu sei que esses cinco minutos me confundem a ponto de não saber o que eu procuro.
E há tempos, eu não percebo quando eu encontro.
Não quero que eles funcionem.
Eu também sei que o desejo de não querer
Que eles funcionem nasceu da minha covardia.
Só os covardes tem medo que o tempo passe.
As velhas relíquias, as fotografias, as cartas, a saudade.
Tudo isso só existe para quem tem coragem.
Aqueles que não vão se arrepender com uma ou outra falta.
Com uma ou outra partida.
Mas os covardes querem sempre que o tempo volte.
Com medo de não sobrar tempo para corrigir o passado.
Com desejo de preecher os espaços, as lacunas pelas quais
Não há mais o que se fazer.
E assim, mesmo sabendo o fim que velhas histórias podem
Chegar a ter.
Mesmo tendo certeza de que destinos de pessoas diferentes
Não são distantes.
Eu sei que esses cinco minutos me confundem a ponto de não saber o que eu procuro.
E há tempos, eu não percebo quando eu encontro.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Ausência
Uma vez ouvi dizer que se seguíssemos nossa intuição, nós jamais falharíamos.
Mas às vezes este pode ser um grande problema.
Quando saberemos realmente distinguir entre o que queremos e do que precisamos?
Eu deixo de viver o que eu quero, porque eu não sei do que preciso.
E assim as coisas se confundem e vice-versa.
E o que eu preciso nunca é o que eu quero de verdade.
Descobri hoje que as piores batalhas que travamos somos contra nós mesmos.
Porque não existe vencedor.
Não existem heróis.
A falha e a glória são suas, só suas.
E cabe a você encarar os fatos.
A verdade nua e crua, que você lutou contra ou a favor.
Mas não se esqueça nunca que não existem heróis.
Por mais difícil que seja a batalha, no fim você sabe que não vai comemorar.
Acho que a vida é feita de ciclos, fases que iniciam-se em outros finais e esses finais são celebrados por novos começos.
Mas às vezes este pode ser um grande problema.
Quando saberemos realmente distinguir entre o que queremos e do que precisamos?
Eu deixo de viver o que eu quero, porque eu não sei do que preciso.
E assim as coisas se confundem e vice-versa.
E o que eu preciso nunca é o que eu quero de verdade.
Descobri hoje que as piores batalhas que travamos somos contra nós mesmos.
Porque não existe vencedor.
Não existem heróis.
A falha e a glória são suas, só suas.
E cabe a você encarar os fatos.
A verdade nua e crua, que você lutou contra ou a favor.
Mas não se esqueça nunca que não existem heróis.
Por mais difícil que seja a batalha, no fim você sabe que não vai comemorar.
Acho que a vida é feita de ciclos, fases que iniciam-se em outros finais e esses finais são celebrados por novos começos.
Mas o final nunca é realmente o fim, muito menos o ponto de partida.
Esses momentos me fazem relembrar as pessoas que eu deixei ir.
Aquelas que não estão mais comigo, por medo ou talvez pela minha ausência.
Pessoas que por mil motivos não eram as certas para o meu momento.
Eu admito que as disperdicei, por falta de coragem.
Por não acreditar.
Mas hoje eu vejo que muitas delas poderiam preencher o vazio do meu momento agora.
E é difícil aceitar que eu as deixei ir.
Esses momentos me fazem relembrar as pessoas que eu deixei ir.
Aquelas que não estão mais comigo, por medo ou talvez pela minha ausência.
Pessoas que por mil motivos não eram as certas para o meu momento.
Eu admito que as disperdicei, por falta de coragem.
Por não acreditar.
Mas hoje eu vejo que muitas delas poderiam preencher o vazio do meu momento agora.
E é difícil aceitar que eu as deixei ir.
Mas hoje...hoje eu descobri que não existem heróis.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Au revoir
Mais uma vez tudo retorna.
Tudo volta a ser exatamente como era,
Ou como poderia ser.
Não sei bem como a vida foi tecendo a história,
Mas ela tecia pouco a pouco também a alegria.
Não, ela nunca encontrou abrigo no café do meio-dia,
Nem no almoço da meia-noite.
Tudo era lache de fim de tarde.
Ela lutava para alcançar o trem a tempo.
Deixava a chuva cair sobre seu rosto e ia.
Mas eu sabia que no fim de tarde ela retornaria.
Porque ela sempre volta.
E eu não sei para quem.
Tudo volta a ser exatamente como era,
Ou como poderia ser.
Não sei bem como a vida foi tecendo a história,
Mas ela tecia pouco a pouco também a alegria.
Não, ela nunca encontrou abrigo no café do meio-dia,
Nem no almoço da meia-noite.
Tudo era lache de fim de tarde.
Ela lutava para alcançar o trem a tempo.
Deixava a chuva cair sobre seu rosto e ia.
Mas eu sabia que no fim de tarde ela retornaria.
Porque ela sempre volta.
E eu não sei para quem.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Assim sem mais

De vez em quando se perde a cabeça.
O problema é que eu tenho praticamente evitado esse 'De vez em quando'.
Porque na vida é muito mais prático evitar certas coisas do que encará-las de frente.
Às vezes a idéia de encarar alguns fatos de frente me dão a sensação de sentir o todo.
Sentir o todo pode ser complicado para quem deseja ignorar um sentimento ou outro que aparece no caminho.
Mas o que a gente nunca consegue ignorar somos nós mesmos.
Eu posso até fingir que aceito bem ou quase mal uma ou outra aflição.
É, têm sido impossível perder a cabeça.
Acontece que hoje me deu uma louca vontade de não ser.
De não precisar me explicar por uma ou outra confusão.
De ter o direito de ficar calada e apenas sentir o que for vindo.
Poder me dar ao menos um confissão. Mais ninguém, só eu.
De poder voltar atrás quantas vezes forem precisas.
Hoje eu não quero me explicar.
Hoje eu não quero ser.
Eu só quero perder a cabeça.
De vez em quando, pelo menos uma vez.
Para poder dizer para mim mesma se realmente vale a pena.
Aí sim, depois disso serei capaz de carregar minhas aflições sem ser aflita.
É sempre mais fácil ser depois de não o ser.
Ou vice-versa.
Aí sim, depois disso serei capaz de carregar minhas aflições sem ser aflita.
É sempre mais fácil ser depois de não o ser.
Ou vice-versa.
Mas acontece que vez em quando eu sempre me esqueço de perder a cabeça.
Imagem: Jacques Henri Lartigue
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Cansei

Confesso que hoje eu cansei.
Denomino agora meu mais novo movimento particular: "Cansei do Mesmo".
Porque às vezes é tudo o mesmo e eu tenho praticamente me tornado uma 'expert' em andar em círculos.
O problema é que eu esbarro sempre com a testa.
Cansei do meu medo infantil, que me faz caminhar sempre pelas mesmas calçadas.
Eu já conheço esse caminho, que meus pés acostumaram-se a seguir.
É infinitamente mais acolhedor retornar para casa depois de caminhar por diferentes estradas, do que viver à deriva.
Tenho medo da deriva, do relento e do só.
Existem diferentes tipos de solidão.
Há os que estão sempre sós, consumidos por si mesmos.
E também os que procuram a solidão, pois talvez seja nela que se encontrem.
De fato, acostumei-me com minha própria companhia.
Há sempre um vácuo entre o 'mim' e o 'eu'.
Nunca consigo me alcançar e essa lacuna é tudo.
Hoje sussurrei uma prece.
Afinal, quem roubou minha coragem?
Um dia eu sei que vou descobrir uma verdade mais absoluta. Mas temo...
Silencio nessa prece a minha pressa.
Meu sussurro agora é grito e me consome.
A vida talvez seja uma sucessão de esquisitices inevitáveis.
Se revela com brutalidade. Aos poucos.
O que fazer quando não somos os encarregados pelo nosso destino?
É permitido esperar e deixar que a vida faça sua parte?
Vez em quando eu tomo para mim a prerrogativa de comandar meu próprio destino.
Mas um dia eu sei que serei obrigada a me calar.
Nascemos da maravilhosa arte do improviso.
Somos volúveis, inconstantes. Somente pó jogado ao vento.
Alçamos vôo, sem certeza e nem previsão de volta.
Mas, quando me olho no espelho, vejo que ainda há essa lacuna.
E ela é tudo.
Um dia fechei meus olhos e tentei fingir não ver o tempo.
Engraçado, mas acho que o tempo também fingiu que não me viu.
Sei que uma vida de acertos pode ser perigosa, pois grandes acertos podem nos levar para longe de nós mesmos.
E talvez só conseguimos nos reconhecer em nossos próprios erros.
Denomino agora meu mais novo movimento particular: "Cansei do Mesmo".
Porque às vezes é tudo o mesmo e eu tenho praticamente me tornado uma 'expert' em andar em círculos.
O problema é que eu esbarro sempre com a testa.
Cansei do meu medo infantil, que me faz caminhar sempre pelas mesmas calçadas.
Eu já conheço esse caminho, que meus pés acostumaram-se a seguir.
É infinitamente mais acolhedor retornar para casa depois de caminhar por diferentes estradas, do que viver à deriva.
Tenho medo da deriva, do relento e do só.
Existem diferentes tipos de solidão.
Há os que estão sempre sós, consumidos por si mesmos.
E também os que procuram a solidão, pois talvez seja nela que se encontrem.
De fato, acostumei-me com minha própria companhia.
Há sempre um vácuo entre o 'mim' e o 'eu'.
Nunca consigo me alcançar e essa lacuna é tudo.
Hoje sussurrei uma prece.
Afinal, quem roubou minha coragem?
Um dia eu sei que vou descobrir uma verdade mais absoluta. Mas temo...
Silencio nessa prece a minha pressa.
Meu sussurro agora é grito e me consome.
A vida talvez seja uma sucessão de esquisitices inevitáveis.
Se revela com brutalidade. Aos poucos.
O que fazer quando não somos os encarregados pelo nosso destino?
É permitido esperar e deixar que a vida faça sua parte?
Vez em quando eu tomo para mim a prerrogativa de comandar meu próprio destino.
Mas um dia eu sei que serei obrigada a me calar.
Nascemos da maravilhosa arte do improviso.
Somos volúveis, inconstantes. Somente pó jogado ao vento.
Alçamos vôo, sem certeza e nem previsão de volta.
Mas, quando me olho no espelho, vejo que ainda há essa lacuna.
E ela é tudo.
Um dia fechei meus olhos e tentei fingir não ver o tempo.
Engraçado, mas acho que o tempo também fingiu que não me viu.
Sei que uma vida de acertos pode ser perigosa, pois grandes acertos podem nos levar para longe de nós mesmos.
E talvez só conseguimos nos reconhecer em nossos próprios erros.
Esqueci de avisar às pessoas que para viver é preciso somente uma coisa: coragem.
Imagem: http://galerias.escritacomluz.com/oldart/albums/album01/aab.sized.jpg
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Vem de longe

Já era noite quando a vida resolveu habitar aquela casa da colina.
Não sei se posso chamar de vida aquilo que estava ali, mas se existe um coração e ele bate, então é vida? Ou a vida é mais que isso afinal?
Só sei que ali batia um coração vívido, forte e sagaz. E ele era faminto, mas não sabia ao certo de quê.
O Solitário pasmava diante de tal milagre que estava em frente a seus olhos. Era a vida criando espaço e dando forma.
E ela nasceu dançando, dominada por pliês e mãos delicadas no ar. Girava estonteante, como quem mal se importa com outro tipo de problema.
Tinha um brilho no olhar e um coração carregado de doçura.
Sonhava mais que criança, e pra sonho não se encontra cura.
Se concentrava em nascer, em nascer para a vida.
E isso fazia muito bem , obrigada.
Não sei se posso chamar de vida aquilo que estava ali, mas se existe um coração e ele bate, então é vida? Ou a vida é mais que isso afinal?
Só sei que ali batia um coração vívido, forte e sagaz. E ele era faminto, mas não sabia ao certo de quê.
O Solitário pasmava diante de tal milagre que estava em frente a seus olhos. Era a vida criando espaço e dando forma.
E ela nasceu dançando, dominada por pliês e mãos delicadas no ar. Girava estonteante, como quem mal se importa com outro tipo de problema.
Tinha um brilho no olhar e um coração carregado de doçura.
Sonhava mais que criança, e pra sonho não se encontra cura.
Se concentrava em nascer, em nascer para a vida.
E isso fazia muito bem , obrigada.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
WHAT?
Não é que hoje é um belo dia...
O dia para desaguar amores.
Sofrer um pouco mais, por estar tão longe de você mesmo .
Fingir felicidade.
O dia para desaguar amores.
Sofrer um pouco mais, por estar tão longe de você mesmo .
Fingir felicidade.
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