sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quando o vento sopra

Eu queria conhecer o mundo e a vida.
E quando conheci, amei.
E amei, mesmo não achando certo amar aquilo.
Compreendi como o ser humano é frágil e duvidoso.
Notei como a vida é confusa às vezes e percebi que quem a torna mais incerta somos nós.
Sei que viver é ousadia. Mas, ousadia maior é simplesmente existir e não saber como se vive.
Toda criatura em si trás a dor primeira de acostumar-se na permanência.
Entendo que não há existência sem falhas, nem alegrias sem dores.
A perfeição seu moço, era uma coisinha que todos queriam alcançar e não conseguiam.
Te digo, me bateu uma tristeza.
Doeu saber que não há um na vida que não lutasse por ela e não vi ninguém que não buscasse o sucesso por conseqüência da inveja.
Talvez o mundo fosse mais doce se soubéssemos qual o caminho para os nossos corações.
Chorei, pois trago a dor primeira de viver e não possuir resquício nenhum de vida, nem de existência.
E também sei que agora poucas mãos constroem o mundo.
Estranho, mas acho que inverteram as coisas por lá.


[Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.]



Em homenagem à Gizelly
A menina que acredita nos anjos
E também no mundo.



Foto: Sebastião Salgado
Frase: Clarice Lispector