As minhas urgências. Elas são impossíveis.
São fetiches, coisas infinitas. E ficam martelando a minha cabeça, dia e noite. Noite e dia. E semanas. Meses talvez.
As minhas urgências me tiram do sério, porque me fazem querer ir além do que posso. Me fazem percorrer caminhos que não entendo, lugares que desconheço.
Essas minhas urgências me fazem quase sempre escrava dos meus domínios.
Ou do que eu pensava que fossem meus domínios.
E acabo esbarrando nas minhas limitações, porque querer ir além não é avançar.
Avançar não é feito de querer. É feito de ação, de urgência.
Mas essas urgências me impedem, me distraem do que eu preciso.
Ás vezes penso que elas me dariam coisas que curariam minha vontade do agora.
Metira.
É sempre esse desejo presente que me trasmuta.
Cansei de viver a vida de ontens, mas o meu passado fica o tempo inteiro tentando arrumar um lugar no meu futuro. E nas minha urgências.
Quando encosto a cabeça no travesseiro, deito minha paz fingida de um dia inteiro e dou lugar à minha inscostância. Abre-se uma brecha ínfima entre o que eu tento ser e o que eu sou. Abre-se uma brecha entre as minhas possibilidades e impossibilidades. Abre-se uma brecha entre o mim e o eu. Entre o mim e os outros. Entre o mim e o Deus.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Eu diria: Mais vale uma ninhada inteira voando do que ter uma pássaro preso em minhas mãos.
A vida é isso, liberdade e ponto. E feita de muitas urgências, que nos impulsionam, que nos levam a buscar alguém melhor do que esse alguém do agora.
Sejamos humanos nesse mundo feito de plástico.
sábado, 6 de junho de 2009
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