terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O cientista

Estava eu a me perguntar neste exato instante por quais motivos eu precise ouvir "The Scientist" do Coldplay para criar inspiração e escrever um post consideravelmente bom. Na verdade, queria achar inspiração suficiente para unir os meus pensamentos tão opostos, que se colocados num mesmo texto soariam como bobagem barata.
Dia desses papai me disse para não fazer amizade com mafiosos. Eis uma das pouquíssimas coisas que obedeci até hoje e, creio eu que será uma das eternas regras que jamais quebrarei.
Na verdade coisa incomum aconteceu comigo sexta-feira passada e é sobre isso que eu gostaria de compartilhar com o caro leitor que talvez venha a ler tais bobagens. Eu reencontrei uma pessoa que representou algo muito especial na minha vida, daquelas que fazem a nossa alma chorar. Juro, pessoas assim a gente encontra pouco na vida, porém mais estranho que isso é que elas também não permanecem por muito tempo junto com a gente. E acho que deva ser assim mesmo. Caminhos que se cruzam, que se entrelaçam e divagam pelo infinito oco da vida, levando desse encontro só o que podemos chamar de 'aprendizado'. Sinto que isso é a vida ou melhor, o viver. Não sei se posso afirmar que esse encontro me trouxe felicidade. Não caro leitor, não trouxe. Acredito que a vida é feita de escolhas e felicidade a gente aprende. Ou nos acostumamos com isso, ou vivemos na ilusão de ser feliz, sem onde nem por onde. Não quero fugir do assunto acima, mas afirmar que ainda assim tais pessoas me convidam quase sempre a um reencontro comigo mesma. É nelas em que eu me refugio ou me escondo, porque a minha verdade se esbarra na mentira em que vivem e se confunde.
A lição mais bonita que pude tirar daquela conversa, pasmem leitores, é sobre o meu pai e o que ele representa na minha vida. Percebi que eu não faço mais parte do meu pai, mas é ele quem vive em grande parte de mim. Ele caminha comigo o tempo todo, na minha pressa, quando não paro de conferir os ponteiros do relógio. E também se alegra, nos momentos em que tudo está bem. Pois é, somos só capa. E por dentro feitos de ventania escura da noite. Suave ou intensa, depende de quem sentir.
Mas uma coisa posso garantir, nunca fizemos amizade com mafiosos.

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